Não. Isso não é mais um longa metragem da série “Jogos Mortais”. Esse é o conceito da campanha publicitária que acaba de ser lançada pelo governo do Estado. Eis que surge uma questão: será que finalmente o governo “acordou” para a gravidade da evolução do uso das drogas, neste caso específico, o crack?
FATO NÚMERO UM: o Estado não garante e nem cria mecanismos concretos para retirar a sociedade da situação de vulnerabilidade em relação às drogas. Soma-se a isso, o fato de que é a sociedade que sofre as conseqüências da falta de políticas educacionais e de saúde pública, preventiva e corretiva, respectivamente, para combater o uso delas.
Pois bem. Quando da criação de uma campanha publicitária como essa, o Estado implicitamente transfere sua incompetência administrativa (ou não!) para os indivíduos. Ou seja, sabe aquela história de jogar a culpa nas “costas” dos outros?! É isso: responsabilidade pelo adentramento ao vício é uma escolha pessoal, e o aumento da criminalidade é uma conseqüência disso. Eu – O ESTADO – quero que vocês acreditem nisso. Fica fácil colocando dados e imagens impactantes! Pensei até que fosse propaganda de filme de Holywood!
FATO NÚMERO DOIS: interesses econômicos escusos. Este tem duas vertentes: a primeira, é que o tráfico de drogas em si, ostenta o título de segundo comércio mais lucrativo do mundo. A segunda, é que os Estados recebem fundos para utilizarem em campanhas de combate às drogas. Resumindo: é vital a existência de viciados para que se concretizem as duas situações.
A busca incessante pelo lucro é imperativa. Como já dizia Maquiavel que os fins justificam os meios, aqui a intenção é encher os cofres. Não importa de que forma isso acontecerá. Isso explica o fato de que se precisa de consumidores para manter o comércio das drogas. Será que o combate as drogas é realmente sério?
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O efeito social do crack é o mais deletério. A sua escolha como antagonista dessa campanha não foi à toa. O preço baixo da pedra, geralmente R$ 1,00 e a rapidez com que a droga vicia são as principais causas de sua popularidade entre os usuários. Estatísticas comprovam que seus dependentes químicos correm risco de morte muito maior que a população em geral. Muitos morrem assassinados, de overdose ou de AIDS. Estes viciados são o nicho de maior crescimento da AIDS no Brasil.
Pode parecer falácia, mas até os traficantes estão começando a concordar com isso. No Rio de Janeiro, eles estão coibindo o seu uso, pois estão temendo que o crack destrua sua fonte de renda: os consumidores.
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Tomara que a ação do governo não se esgote na propaganda. Esta é insuficiente para gerar efeitos concretos no combate as drogas. Ações administrativas mais competentes, mais investimentos na segurança pública e na área social, sempre!
Marvitho, muito bom seu texto! Concordo com seu ponto de vista... que o Estado estenda o combate ao tráfico e uso do crack além das telas de tv e outdoor... a sociedade precisa de ações eficazes nesse sentido. Quanto ao seu blog, parabens novamente! Demonstra segurança e maturidade na escrita e no conteúdo. Estou muito feliz por vc, lindo!
ResponderExcluirAcho válido o outdoor (propaganda) no sentido da propagação da informação. No entanto, me questiono o que este discurso neste momento quer nos dizer?
ResponderExcluirLembremos que é ano eleitoral, e me sinto desconfiada dos propósitos dos arquitetos políticos do governo. Pois, não acredito que a nossa política esteja pautada no princípio da impessoalidade, embora devesse.
Já que a droga é um fato presente entre nós que a ação do governo não se esgote na propaganda, como bem disse você. O estado tem que se preocupar com políticas públicas eficazes.
Uma vez identificado o problema, que formule alternativas de soluções que não permita que vidas sejam ceifadas nem lares destruídos pelo crack ou nenhuma outra droga.
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ResponderExcluirSou um tanto radical em relação ás políticas e outros artificios criados em ano de eleição com a intenção de criar visibilidade ao Governo(resumindo,ganhar voto!).
ResponderExcluirTenho sempre aquele receio de estar mais uma vez sendo Enganado ao "comprar" as " idéias" ou pseudo"idéias" vendidas às vésperas de votação.
Darei um Exemplo disso
Época de Carnaval o Governo cria varias logomarcas, girias e tudo mais.Todo ano é assim, e como sempre, todo ano NÓS baianos
compramos Todas aquelas idéias para o nosso dia-a-dia.Frases,"dizerzinhos" e coisa e tal.
é o Que eu chamaria de "marca fantasia"
pq a realidade na Bahia nao é assim
É uma marca vendida(muito bem vendida diga-se de passagem).
Pois bem, a mais nova eu descobri por acaso
e está na boca de muita gente por aí.
Já ouviram Alguém dizendo "Tudo certo na Bahia" ?Esta frase me dá nos nervos! kkk
pois é, prova da alienação sofrida por nós diariamente e que pode ser vista em diferentes niveis,De pequenas frases reproduzidas aos milhares até a extensão no âmbito político.
mas pra concluir:
O ideal é que se " mostre serviço " ao longo dos 4 anos, e na minha opnião,correta ou não,pouco importa o que o Governo da Bahia apresente de Política ao longo desse ano de 2010.Cismei com Politicas de cunho duvidoso!
abraço márvio
PS: fiz um textículo(risos) falando a respeito do crack relacionado com a minha familia,o caso do meu tio Ex viciado.Pena que ao tentar enviar a mensagem o Blog deu problema e acabei perdendo tudo que escrevi ;~~~~~~.Prometo refazer quando estiver menos cansado!
ResponderExcluirPS²: Souzapinheiro_ é meu sogro Raimundo.
Estou aprendendo a ser Extremista Radical xiita com ele kkkk. Ele adora assuntos polêmicos e tem acompanhado seu Blog.Logo logo ele deixará seus comentários.
Abraço para todos